Desejos
No último mês do ano, fiz uma oficina, e o tema era desejos para 2026.
Ao final, em poucas palavras, compartilhava-se, quem quisesse, os seus desejos — aquilo que viesse à mente, palavras e verbos soltos — não só os individuais, mas também para todas as outras ali na sala, presentes e de câmeras ligadas.
Desejos para 2026: Experimentar. Arriscar. Abocanhar as minhas vontades. Conhecer minhas múltiplas versões. Brincar. Dançar. Lambuzar. Comer bem. Plenitude. Grandeza. Dinheiro. Prazer. Satisfação. Prosperidade. Brindar. Fazer festa para quem chega. Não passar despercebida. Desaguar. Fome de viver e desejar. Comer comidas molhudas e concentradas. Descansar e viver bem.
Em um tempo desses, também comprei um pôster. Uma espécie de arte-lembrete-poesia-oração. Coloquei exposto no meu banheiro, para não só eu, mas também todos que por ali passarem serem convidados a olhar para o seu desejo de ser verdadeiramente feliz e, assim, abrirem os braços para isso.
Carolina Alves - Selo Coletivo
Tudo, ultimamente, tem me levado ao desejo.
Me perguntaram: “tá, mas isso é plano ou é desejo?” Ué, o desejo não daria pé para o plano?Ao tomar decisões recentes, precisei olhar para o caderno e para as intenções de cada papel colante do ano de 2025. Elas estavam lá, confirmando o acordo que eu estava prestes a fazer. Mesmo assim, antes de agir, parei e escrevi sobre o que seria sucesso, muito inspirado no último episódio do Garimpando Sentidos. Já tinha um texto aqui sobre isso, mas, para aquela decisão, valia traduzir o que era sucesso para aquilo que eu queria embarcar.
O sucesso, basicamente, estava no desejo de ter boas relações, bonitas, de crescer, de honrar as escolhas, de estrear mais caminhos com o que faz sentido, fazer dinheiro sem negociar não só a minha saúde, mas também a minha integridade.
A minha escolha de partir partiu de um desejo.
A minha escolha de começar parte do desejo do jardim que quero colher ao fim de uma nova temporada.
Eu quero colher um jardim bem florido, de orgulho das minhas escolhas, dos passinhos, das corridas, dos tiros que eu for dar nesse ciclo. Quero colher um mação — não só de coentro, mas dele também — de coragem. Um buquê variado de momentos e sensações de alegria, realização, prosperidade financeira e encontros e reencontros bonitos.
O meu jardim é como o da vila em que eu moro. Coletivo para quem mora e visita por aqui. Eu o divido com os meus.
Seja qual for a sua lista de intenções e metas para o ano, que seja um 2026 bem desejudo, florido e bem vivido para nós.



Mari, vejo você e penso em coragens. Escolher “desejo” é bem melhor que traçar “metas”, porque o coração vai junto e realiza.
"Quero colher um mação — não só de coentro, mas dele também — de coragem" 🤌